sábado, 7 de setembro de 2013

Canibais De Esgoto





























retumba a canção por canais asquerosos,
grunhida, assemelha-se com reza ao demônio,
ecoam por malditos tuneis de esgoto,
onde sangue e merda cheiram igual... podre!

tal diabólico quão asqueroso pretende ser,
o poema infecto decomposto que os descrever,
intenta, com entranhas ao cumulo da agonia,
fedendo vomito, e contraindo-se angustiosa...

não os queira por ventura conhecer!
reze por saber algo correr,
eles querem te alcançar,
não há muito o que comer
dentro do esgoto, teu azar
insaciáveis criaturas,
ao canibal ensanguentado,
só agrada carne humana,
quando infeliz é deparado,
a visão que tão profana,
procria gerações futuras,
o mal que do escuro emana
chances não dá, de qualquer cura,

canibais de esgoto contra-atacam,
terrível deparar co' a anomalia, 
à indefesa vítima se atracam,
violenta explícita selvageria...
devoram cérebros nestes confins,
carniceiros, mordem suas tripas
chupam suas veias, fritam seus rins,
cozinham teus órgãos sem piedade,
no existir, se alimentar é unica verdade
dinheiro mistério é, desconhecido,
moeda de troca é jovem desaparecido,

praga parida pútrida propagada,
indecente imune intrusa incoercível,
incoerente pátria ímpia parasitada,
precursora irracional, prole ininteligível...
nômades da sujeira, contaminação,
da raça humana, sua deturpação,
suja, morfética, desequilibrada,
reino das valas, do mundo sabem nada...

canibais de esgoto contra-atacam, 
avançam do podre umbral,
rubras retinas, falas cretinas,
desgracenta encarnação do mal,
sangue letal, virulento venenoso,
chupa faminto o oco até do osso...
terroroso desconhecer,
falecer pra alimentar, 
sacrificar por não poder
a si mesmo libertar,
retornar e conseguir,
os demais outros socorrer
diante o terror a lhes surgir,
essa é a lei, dos canibais de esgoto!





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