sábado, 7 de setembro de 2013

Nada Para A Máquina



























punhos de ferro, coração de estanho,
trincado, amassado, exaurido,
ainda tenho em memoria
tudo que tive sofrido,
não serei entulho dispensado,
sou imortal, de aço revestido,
nada irá me derrubar,
frágil apenas minha alma,
ainda sou invencível, a lutar...

é guerra, combate jamais cessou, não acabou,
caído, imóbil, me redescubro,
retrato risonho, arrastado, se recobrou
e junto o brilho de horrendo temor inimigo,
soldado mecânico da guerra final, 
eles fogem, rezando que eu tenha esquecido,
imploram, pra que eu não saiba,
de onde vieram as balas, punhaladas imundas,
sem farsas, minha verdade os eliminará...

intentam, por meras vítimas aparentar,
encurralados ratos em sua própria doença,
chafurdando à miséria da sujeira causada,
à mira de minhas armas, não são mais nada,
vingança plena, glória justa, 
seguiremos lutando, quão necessário for,
praga social, à hipocrisia, consagrada lei,
carne e osso é o que podem eles ver,
é muito mais que isso, não conseguem entender.

desintegrando a rumar suas temerosas direções,
adoecido me sinto, circuitos contaminados,
ferro no espirito, defeituosa máquina, confusão,
rubros acendem-se olhos, maus, incendiários,
elétricos campos em cólera convertidos,
explosão magnética, raios de verdades finais,
inclemência, assim nomino minha sentença,
intrínseca lei que me habita incontestável,
despontar da eliminação de vós, absoluta;

conquistador impulsivo, manto destrutivo,
desertos de corpos, cada grão, uma historia,
semente discordiosa com a existência,
guerra eterna em si, em selvas de concreto,
marchando própria marcha, 
seu corpo é seu país, sua consciência a veraz lei,
lutar, palavras de justiça aos vermes,
desejo, nada mais que qualquer um queira,
a paz pela guerra, a paz, sempre eterna utopia...









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