sábado, 7 de setembro de 2013

Velociraptors Arranham Suas Vidraças























desperto em meio à noite, lua plena cheia,
estranho rangido, e não costumeira
se faz, em meu recinto afora, uma baderna,
latões de lixo escutar posso, num remexer,
abajur, pois, acendo, pego a lanterna,
abriria veredas, veria a morte me abater...

... precedentes macabros instantes, antes,
de terroroso tremendo susto, aterrorizantes
garras eram, como horrendas, a arranhar,
vidraças minhas, as pretendendo quebrar,
réptilicas aparições, ágeis endemoniadas,
grunhindo investidas até aqui, planejadas,

velociraptors à janela vidraças rangem,
amaldiçoado fulgor mítico de estranho luar,
anseiam viscosas narinas cujas esfregar,
em expostas entranhas, e que mais sangrem,
assim querem, se afundam, carne a dilacerar,
dinâmicas motrizes criaturas do assassínio ...

aterrorizante emboscada, tocaia ligeira,
cercada habitação em calmaria traiçoeira,
silêncio em timbre mortal, virá!
a quebra do vidro, e invadirá,
constante praga quase racional,
sua tribo sedenta de bote letal!

sufocado 
envolvido
em meio o terror,
guarnecido
ameaçado
em seu negror,
dentro ao sótão
escondido
bem munido
e com um facão,
se estilhaça
uma vidraça
posso ouvir
sua direção,
tendo a sentir
premonição,
é meu fim!
vem a mim!
pois, que enfim,
pra enfrentar, 
talvez morrer,
preparado,
gatilho aperto disparado acertei,
em desnorteio coronhada lhe investi,
seu pescoço logo após esfaqueei,
desmembrarei, então, atormentado foi que vi...

... nada mais me cercava violento fomentado,
repentino sumiço, deslocava-me à conclusão,
costumeira ultimamente, verídica em razão;
remédios meus, por intenção, os tinha parado,
em virtude ao receio, à perda de capacidade,
de histórias contar, com tanta dramaticidade;









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