quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Noite, teu negror...

























noite, em teu negror que me acalenta,
nublado noturno, notório natural
graças me dás, e o pensamento inventa,
quer seja que for no breu, na imensidão,
que de tão, pura, d' alma toma fôlego,
o abraçar-se às trevas, livrar do ego,
calado céu só, à calmaria contemplação...

vazio exprimindo ainda tanto indizível,
coisas que luz esperam lhes serem dadas,
o não ser sendo, já sido, e que surgente,
sempre foi, a lei de si, causa e consequência,
universo negro, se fazendo onipresente,
imensidade voraz, semblante da existência,
infinita fronteira de onde podemos chegar...

enegrecido silêncio em eterno descanso,
vivente póstumo, jamais nascido,
divina graça, de nos outorgar sua face,
solitário, apazígua solidão qualquer,
a cada instante por mesmo, renasce,
àquele que se habita, sem nunca ter tido,
recanto outro ao qual se repousar...

sons d' explosões,
surgimentos,
imensidões,
estrelas
atiradas
ao sempre,
desvelas
moradas
de inventos,
contemple,
eventos
se seguem,
não morrem
só correm
curso seu
que no final
cujo véu
imortal
se faz,
não neguem
que à noite
sombria
inebria
com açoite
de paz...







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