terça-feira, 25 de março de 2014

Propriedade?



























quem dono pode da lei se proclamar,
se sobre todos o céu impera igual?
senhor se aposse, disponha-se a matar,
pela terra, que dele ao contrário é imortal.

e à espada, direito deu-se a cercear,
infindável vista, modo qualquer como a veja,
propriedade alheia sem poder libertar,
filhos seus d' onde o sustento agrura alveja,

autoridade chibata, sol às costas escarneia,
e o submisso danas ervas a ceifar,
mesmo em planície, uma montanha ele semeia,
gigantes vislumbra de tanto ajoelhar,

e eis que os protestos, de exaustão são uma prece,
ignorância, porém, por consequência os faz calar,
se não, quando por sangue não apetece,
a vaidade quem, com moribundo quer lutar,

então, rebelião, um ato vil, tão imoral,
dizem falsos cultos, raiz de todo mal,
expulsos repressores unem-se aos inimigos,
burgueses tais que apenas visam seus umbigos,

lavrada sob imensurável moral incongruência,
propriedade, pelo trabalho gerada apenas,
senhores caprichos dela fez, e o pobre resistência...
quem roubo dirá isto ser, ao ter, migalha de centenas?

voraz urbano feudo, campesina vida sem lei,
faz do mundo sua vontade indivíduo explorador...
generosa dada graça de um contrato, fez favor,
mesmo ninguém por tal fazendo, seria ele ainda rei?




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