terça-feira, 17 de junho de 2014

Vigilantes de Sonhos


























consumado existencial desvínculo, planos reais,
estatal tecnocentrismo, sacrossanto espiritual,
remota que recente faz-se ainda natureza material,
transmutadas mentes, em plataformas virtuais,
suprir da carne, quimicamente, processo gradual,
definhar miserável em realidades celestiais,
individuais,
controladas,
mecânicas
capitalizadas,
planificadas,
abstracionais,
comerciais,
lacônicas,
manipuladas,
substanciais...

civilização ilógica, nomenclaturada,
calcada em total individualização,
salvação às emoções codificadas,
maquiavélico sistema de operação,
vigilantes de sonhos, da insatisfação;
criação de rebeldia, repudia sua armada
arcada do império criador de sugestão,

virtuais sentidos, vulnerável frágil existir,
bucólicas solitárias, faces do paraíso,
campestres ventos, nunca quentes, nunca frios,
miragens palpáveis, reis do nada,
cada um quis uma vez ao menos, mundo dominar,
salvá-lo da desgraça à própria imagem,
amados entes, presentes lembranças são apenas;

lícita letargia, aclamada droga do futuro, 
abertas janelas, você dorme no escuro,
penumbra fria imunda é a do meio dia,
marcha seu corpo, ao labor, anestesiado,
tal decorrido tempo, um instante piscado,
torna ao prazer, se refere com simpatia,
total liberdade acima de qualquer limite...

plugados cabos, num dispositivo implantado,
externo vê-se a faísca de elétrica descarga,
estalar de ossos, muscular contrair, 
disparado coração, lento calmo adormecer,
prisioneiro à ditadura da alegria, do relativismo,
e quão terríveis certos delírios se constataram,
atrocidades de mentira, devidamente pagas.






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